Lições para a vida

Recentemente respondi a um comentário em uma discussão online e creio que seria pertinente compartilhá-lo em meu blog, pois pode ajudar a outros também.

Essas são algumas lições que aprendi na vida, e que ainda estou aprendendo e tentando executar diariamente. Não é fácil, porém é bom praticá-las sempre que possível.

Elas são válidas para todos, considerem-se crentes, ateus, cristãos, judeus, cientistas, céticos, agnósticos, etc.

Aqui vão os conselhos (não regras, porém conselhos):

  • nunca responda a qualquer argumento sem primeiro ler, refletir, e usar isso contra si mesmo:
    muitas vezes tendemos a responder a pessoas rapidamente com base em nosso conhecimento, pois “já sabemos a resposta”, e a questão vai contra o que acreditamos;
  • sempre haverá alguém que sabe mais do que você:
    por mais que saibamos bastante sobre algum assunto, sempre (sem exceção) haverá alguém que terá maior conhecimento sobre o mesmo tópico (não, não estou falando de mim). Não há absolutamente ninguém neste mundo que saiba tudo sobre todos os assuntos e, por essa razão, muitos estudiosos de diversas áreas trabalham em conjunto para compartilhar tudo o que sabem a fim de que juntos cheguem a uma mínima porcentagem da verdade. Isso só se alcança quando todos reconhecem não ter domínio total do conhecimento. Alguém sábio pode ter lhe passado conhecimento (seja pastor, padre, cientista, professor, rabi, pais), mas alguém passou a ele/ela, e alguém passou a ele/ela… e alguém pode estar errado no caminho;
  • nunca coloque pessoas dentro de um único grupo:
    somos diversificados, temos experiências diferentes, conhecimentos diferentes, culturas diferentes… ao dizermos “os ateus”, ou “os crentes”, ignoramos que muitos ateus diferem grandemente em opinião, assim como muitos “crentes” não concordam entre si e compartilham pensamentos idênticos aos de muitos ateus, ou judeus, ou católicos, etc. Evite generalizar, especialmente quando você não conhece a fundo a pessoa sobre a qual está falando;
  • não importa o quão crente ou ateu – ou qualquer outra denominação – você é, você é um ser-humano e compartilha o mesmo planeta; logo sua obrigação é respeitar e cuidar dos outros:
    isso inclui não zombar ou menosprezar os outros por causa do que acreditam. Alguns fazem isso em níveis baixos (falando consigo mesmos), outros usam comentários de redes sociais (onde podem ser mais diretos sem se comprometer), mas outros levam a níveis altos e às vezes extremos: quando se tem poder, isso torna-se em guerras ou inquisições. Pessoas são importantes. Todos somos;
  • o conhecimento não é nada sem sabedoria:
    sabedoria é saber como lidar com o conhecimento, ou simplesmente não usá-lo. Muitas vezes o mais sábio a se fazer é ficar em silêncio;
  • considere o máximo possível estar errado:
    quando consideramos a possibilidade de estarmos errados, abrimos a mente para corrigirmos e completarmos o que está faltando. Para os que acreditam em Deus: Deus lhe mostrará mais a verdade se você deixar (não se preocupe, Deus não lhe culpará por você o questionar). Para quem não acredita: seu trabalho terá uma maior luz e maior espaço para os fatos. Se você estiver certo, o exercício terá valido muito à pena.

Esses pontos não se aplicam somente a crenças, religiões e afins, mas a todas as áreas da vida, incluindo política, medicina, família, etc.

Seguindo esses pontos, creio que a vida de muitos será melhor: não apenas a de quem os segue, mas dos que estão ao seu redor.

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